Após sete discos e incríveis vinte anos de carreira, a Jimmy Eat World consegue manter um alto nível em todo disco lançado, sem perder sua característica e essência, que fazem dela uma das grandes bandas dos últimos tempos, que influenciou muita gente por aí.

Em "Damage" a banda continua com sua essência, mantendo as guitarras animadas e distorcidas e a mesma paixão e emoção de Jim Adkins nos vocais, com a ideia e a simplicidade do "menos é mais", cria músicas com refrões marcados que nos fazem cantarolar por aí, muito bem vistos nas fortes "Appreciation", "How'd You Have Me" e no single "I Will Steal You Back".

Um dos grandes nomes da revolução do emo-pop do começo dos anos 2000, a banda nunca deixou de ser um rock emotivo carregado de sentimentos, e após tantos anos, o vocalista aborda o tema de uma maneira mais sofisticada, não como se estivesse lendo o diário de um adolescente frustrado, mas sim com a clareza de olhos adultos, de uma perspectiva muito mais amadurecida, e desta maneira ele mesmo julgou o disco como um "rompimento da vida adulta", como uma celebração de saber lidar melhor com os altos e baixos da vida.

Musicalmente a banda seguiu um pouco da base pop rock de seu último disco, "Invented", mas com um certo saudosismo das grandes baladas de disco "Clarity", de 1999, e num curto disco de pouco mais de 30 minutos, a banda se prendeu à bases acusticas e guitarras marcadas durante todo o álbum, deixando-o um pouco maçante, salvos pelos refões fortes e guitarras cheias de delay e reverb muito bem vistas em "Lean", por exemplo.

De uma maneira geral, este não é o melhor disco da banda, mas não está próximo de ser o pior, e podemos dizer que o Damage não irá contar exatamente o que se passa dentro do seu coração, mas com certeza irá te dar um conforto quando você estiver mal com a vida, e com certeza vale a pena ouvir o que a experiência da Jimmy Eat World tem pra nos dizer.

Essa resenha foi bem escrita: Sim Não