Em abril de 2012 a banda Oceana lançou um kickstarter a fim de arrecadar dinheiro para o sucessor de "Clean Head", de 2010. Com o EP, não havia dúvidas de que este disco não iria seguir os passos dos dois primeiros discos "The Tide" e "Birth.Eater", e que a banda iria partir para uma sonoridade mais singular, com uma pegada mais alternativa.

 

Em julho de 2012, Denny Agosto, Kolby Crider, Alec Prorock, Alexander Schultz e Brennan Taulbee entraram nos estúdios para a gravação do disco "One Big Particular Loop", e as idas e vindas da banda por festivais independentes e a mudança de cenário nos últimos anos, culminaram numa alteração tão grande em sua sonoridade que os integrantes acreditaram que não cabia mais vincular o nome Oceana com suas músicas atuais. Assim nasceu a Polyenso.

 

A primeira faixa "((O.B.P.L.", que traz o nome abreviado do disco mostra exatamente ao espectador o que esperar das doze faixas seguintes: Uma mistura energizada de batidas e levadas de jazz, com loops eletrônicos, pads, harmonias complexas e um vocal quase angelical por parte de Taulbee. Tal mistura que levou a banda à um nível muito além do esperado, sendo muito bem recebido pela crítica e liderando vendas no iTunes na primeira semana de seu lançamento. Esforço muito bem reconhecido.

 

É impossível encontrar um instrumento base com os outros apenas complementando a música, e sim, uma mescla perfeita de todos os músicos juntos, que se complementam e passeiam pela sonoridade num excelente trabalho de equipe, sem individualismos como solos de guitarra. Graças a este trabalho, a banda pode ter um uso abundante de diversos instrumentos orgânicos que os desprendeu de qualquer tipo de rótulos que pudessem aparecer, e impressionam cada vez mais conforme você ouve e reouve o disco, gerando uma experiência única toda vez que você dá play. Sem contar as letras e melodias que conseguiram carregar uma paixão e emoção que nos toma por dentro e nos faz compreender todas as músicas do disco.

 

É impossível ditar um ponto alto e um ponto baixo do disco, pelo fato das músicas serem tão bem encaixadas e tão bem planejadas que as transições são praticamente imperceptíveis e a qualidade sonora não cai em um minuto sequer, não deixando brechas para pontos fracos, e só não podemos afirmar que é algo totalmente novo e único porque parece muito com o que o Radiohad já fez (tanto instrumental como vocal), e justamente por isso coloca a Polyenso num patamar muito mais alto do que qualquer outra banda teria alcançado no lançamento do primeiro disco.

 

O disco termina com a instrumental "Doom))", e que como o nome do disco sugere, se você deixar no modo repeat sem perceber, você vai ouvir este disco mais uma vez sem perceber e sem hesitar.

 

Partindo do lado oposto das bandas atuais, onde todos querem copiar todos, a Polyenso não quer ser ninguém além deles mesmos e por isso conseguiram gravar, não só um dos melhores discos do ano, mas um dos melhores discos que você poderá ouvir em toda a sua vida. 

 

Essa resenha foi bem escrita: Sim Não